Patrulha Maria da Penha conta com Módulo na Regional Pinheirinho

modulo maria da penha Um módulo foi instalado na regional Pinheirinho para o trabalho da Patrulha Maria da Penha, com equipes que atuam nos bairros das regionais Pinheirinho, Portão, CIC, Bairro Novo e Boqueirão. O espaço entrou em funcionamento na quarta-feira, dia 21/05, com o objetivo de humanizar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Durante as visitas rotineiras para acompanhamento dos casos, os patrulheiros perceberam que algumas delas, por medo de retaliação ou por constrangimento, preferiam que o serviço fosse prestado em outro local que não sua residência, por isso, foi separado um espaço público para esse atendimento. “O ambiente acolhedor propicia a essa mulher conversar com mais liberdade sobre a situação delicada e perigosa que enfrenta. É preciso respeitar a opção que elas fazem de acompanhamento sem envolver a comunidade”, disse o supervisor da equipe da Patrulha Zeilto Dalla Villa.

 Por iniciativa das próprias equipes da Patrulha, uma sala foi adaptada com materiais de construção doados pela comunidade. Os próprios integrantes da Patrulha Maria da Penha ajudaram na reforma. “Cada lajota colocada e cada parede pintada pelos patrulheiros demonstra a sensibilidade e o carinho com que os guardas municipais, integrantes da Patrulha, empregam no sucesso do programa”, comentou a secretária da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro. A coordenadora da Patrulha, inspetora Paulina Wojcik, disse que vai buscar repetir a ação nas demais regiões da cidade. A Patrulha Maria da Penha prestou, em dois meses de atuação, 325 atendimentos e realizou 195 visitas de retorno. Seis agressores foram encaminhados à Delegacia da Mulher de Curitiba, o que resultou em prisão. “Não se trata mais de um projeto piloto, mas de um trabalho que serve de exemplo para outros municípios do Paraná e de outros estados. Temos recebido, com frequência, pedidos de informações de prefeituras do interior e de fora do estado interessadas em adotar o mesmo modelo da Patrulha de Curitiba”, disse a secretária da Mulher. A guarda municipal Inez Basso, que atua na Patrulha, disse que o serviço conta com grande aceitação das mulheres. “Elas se surpreendem nas primeiras visitas e agradecem o fato de prestarmos esse atendimento, que visa impedir que a violência se repita e inibindo a aproximação do agressor”, disse. O guarda municipal Castro Barbosa, que faz patrulha nas regiões centrais da cidade, disse que é muito comum ouvir das mulheres frases de alívio como: “Agora, eu posso sair para fora do portão”.

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