Passaram as eleições, mas a política continua

politica out      Acabamos de passar por mais uma eleição municipal, onde a democracia provou por mais uma vez sua força. A coluna consciência política foi criada para esclarecer e auxiliar as pessoas a fazerem as melhores escolhas, mas também para tornar público assuntos que muitas vezes não são discutidos ou divulgados sobre a política.
    A coluna vai continuar, porque não entendemos política apenas no âmbito do poder, mas acreditamos que a política faz parte de nosso dia a dia e se representa nas questões mais simples da sociedade. Em sua origem a palavra política esteve ligada à liberdade, e consiste em regras para que as pessoas possam conviver em harmonia, tendo uma organização na sociedade em diversos âmbitos, propiciando a convivência entre pessoas diferentes. A política é a liberdade de se expressar e de ter uma opinião. Sua finalidade é manter a ordem pública, defesa do território nacional e o bem social da população. Através da política se constrói a vida do povo, pois é no exercício de interesses que a igualdade deve ser alcançada.
    Quando estamos no trabalho, nas relações familiares, na igreja, vivendo em comunidade, participando de um sindicato ou mesmo conversando em uma mesa de bar, estamos fazendo política. Hoje grande parte das pessoas interpreta a política de outra forma, como sendo um exercício de poder de um homem sobre outro homem. Mas não se pode esquecer que as pessoas que estão no poder foram colocadas lá por nós e devem desempenhar um bom trabalho; desta forma, somos o “patrão” que pode demiti-las. É necessário utilizar-se do poder para defender nossos direitos de cidadania e do bem comum, assegurando a felicidade para o maior número de pessoas e não somente a alguns. Seria tão simples se nossos governantes fizessem bom uso do dinheiro público, se parassem com a prática de conchavos políticos, de beneficiar empresas como grandes empreiteiras manipulando licitações, se indicassem para cargos dentro da prefeitura e da casa legislativa pessoas realmente competentes e não outras que são simplesmente acordos e alianças partidárias. Dessas práticas estamos longe de nos ver livres, mas tudo depende de nós. Se ficarmos parados somente observando, nada mudará.
    Vamos EXIGIR qualidade na educação, segurança dentro e fora de casa, atendimento médico decente, melhorias em nossas ruas e em nosso transporte, entre tantas outras questões que precisam de prioridade. Temos que mostrar aos nossos “funcionários” quem realmente manda.
    Precisamos lembrar que o homem é um ser político, que todas as nossas decisões são políticas e motivadas por decisões ideológicas. Somos responsáveis por nossas ações, pois tudo o que fazemos traz consequências. A partir do momento em que nos abstemos da política, deixamos que outros decidam por nós.

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