O barato que sai caro

Publicidade também deve ser pensada. Uma mídia competente trará bons resultados.

 Todo mundo já se arrependeu de comprar uma marca de um alimento, por exemplo, para experimentar e descobrir que a qualidade deixa a desejar, ou mesmo que a quantidade não é a justa. Isso acontece conosco todos os dias, por isso temos as nossas marcas preferidas e nos tornamos clientes fiéis dela. Mesmo que os preços aumentem, continuamos comprando, porque nenhum outro produto será igual àquele. Mas como saber se devemos ou não experimentar outra marca? 

 Através da publicidade somos levados a preferir esta ou aquela marca. É quase que inconsciente essa influencia que uma propaganda exerce em todos os mortais. Hoje existem várias formas de publicidade que vão ajudar do pequeno ao grande empresário a terem suas marcas conhecidas. Podem ser desde comerciais de TV, rádio, jornal impresso, outdoor, pela internet, ou seja, uma infinidade de opções que podem alavancar as vendas de determinadas marcas ou empresas. 

 Uma opção eficiente e mais em conta é a publicidade veiculada nos jornais de bairro. Ela tem uma circulação dirigida à determinada região ou bairro. Mas como com qualquer outro serviço que você vai contratar, o veículo de comunicação deve ser de confiança. Ao procurar uma mídia, você deve procurar informações essenciais sobre ela. Informe-se sobre o local de circulação, tiragem e verifique se o jornal é conhecido. O conteúdo deve ser pautado parte em cima dos acontecimentos do bairro e parte com informações de utilidade para o leitor.  

 As pessoas basicamente gostam do jornal de bairro porque ele influencia mais em sua realidade. Além disso, ele transmite os anseios daquela comunidade, que lerá as notícias com prazer, por se tratar de sua localidade. 

 Infelizmente, assim como com outros produtos, encontram-se mídias que se dizem jornais de bairro, mas que em sua essência não o são. Existem veículos que vendem publicidades baratas e que não conseguem grande aceitação por conter falhas, erros grosseiros, o que faz com que não consigam manter leitores fiéis e os anunciantes são esporádicos. Também tem os jornais que existem apenas porque conseguem recurso advindo do mundo político, que recebem verbas ou até mesmo são completamente financiados por parlamentares. Quem anuncia nestes jornais está pagando um preço muito abaixo do mercado e assume o risco de ajudar jornais que podem possuir interesses políticos e que utilizam as mídias para formar a opinião dos leitores. Estes anunciantes não tem a certeza de que são mesmo os cinco ou dez mil jornais prometidos, não sabem se a distribuição é realizada de forma correta ou mesmo se podem confiar nas notícias, que  são escritas por profissionais que não se importam em checar bem as informações antes de publicá-las ou, pior ainda, feito por pessoas tendenciosas que na maioria das vezes induzem a comunidade a erros, logo, não são confiáveis. 

 Para você ter certeza de que o veículo é de credibilidade, desconfie primeiramente do preço. O barato pode sair caro e além de você, toda uma região pode dividir essa perca. Quando você paga um anúncio em um jornal de bairro, está auxiliando o trabalho de toda uma equipe, que deve ser comprometida. É impossível fazer um jornal de qualidade praticando preços de publicidade tão baixos. Existem custos com a rodagem do material e com o funcionamento como qualquer outra empresa. 

Como saber se um jornal tem credibilidade:

* Primeiro verifique o tempo de existência do jornal. Um veículo de tradição, que atua há muito tempo em uma localidade tem muito mais aceitação do que um jornal que acabou de iniciar suas atividades.

* Verificar se a tiragem condiz com o anunciado pela mídia é uma forma de garantir que os consumidores serão alcançados. Muitos jornais mentem sobre a quantidade de exemplares e isso é fácil de descobrir. O jornal deve ser facilmente encontrado em época de distribuição, tanto em comércios anunciantes, quanto espalhados pela região. Veja se o jornal é procurado, se as pessoas gostam de ler e se recebem mensalmente.

* A periodicidade também é uma questão importante. Se o veículo se propõe a gerar uma edição por mês, isso não pode falhar. 

* Conte quantos anúncios ele possui e compare as edições para saber se os anunciantes são fiéis, ou seja, se anunciam todo mês. Logicamente alguns empresários não conseguem manter uma publicidade durante muito tempo, por questões financeiras, mas, se o jornal der resultado, ele sempre tentará recolocar seu anúncio.

* Leia as matérias com senso crítico. Veja se aquelas informações são úteis para a população local, se condizem com a realidade. Ninguém melhor do que os moradores locais para saberem das necessidades do bairro. Matéria sem profundidade, ou seja, sem detalhes, sem conhecimento de causa, também nada acrescentam para quem a lê. 

* Identifique autopromoção. Matérias que enaltecem muito seus editores, podem indicar que o mesmo quer ser conhecido. Quem muito se promove tem interesses particulares acima dos profissionais. São aqueles que um dia você verá no horário eleitoral gratuito pedindo seu voto. 

* Verifique se há um jornalista responsável pela mídia. Esse profissional é o responsável por todas as informações contidas no jornal, sua assinatura é uma garantia de que alguém assume possíveis erros.

* Preste atenção nas matérias com cunho político. Qualquer parlamentar tem o direito de publicar artigos, matérias e publicidades em jornais de bairro, contanto que pague o valor do espaço, como qualquer outro empresário local. Estas matérias devem ser identificadas como INFORME PUBLICITÁRIO, para que os leitores saibam que aquela opinião ou informação é de responsabilidade do político e que não foi realizada pelo jornal, que vendeu um espaço publicitário para ele. Nada impede que uma matéria que seja realizada pelo jornal inclua nome de vereadores, deputados, prefeitura, governo do estado etc, se as informações forem verídicas, afinal, a população precisa saber o que os políticos estão fazendo, até para optarem se votam ou não nele novamente.  

Lembre-se: Se não é bom para o bairro, não é bom para o jornal!!!

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