Associação de Moradores do Rio Bonito de Baixo (AMRBB) idealiza projeto de revitalização para o Parque Reserva do Bugio

No dia 18 de abril a Associação de Moradores do Rio Bonito de Baixo (AMRBB) apresentou para a Petrobrás um projeto de revitalização, com a criação de trilha eco sustentável e educação ambiental no Parque Reserva do Bugio.
O projeto foi realizado em parceria com o curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade), e nele constam estudos sobre a Reserva, com as suas características, os problemas de degradação existentes e também com a sugestão de ações que visem preservar o local.
Um dos principais problemas destacados é a grande quantidade de lixo na área do parque, como garrafas pet, latas de ferro e alumínio, sacolas plásticas, brinquedos velhos, portas e janelas de casas, pneus, garrafas de vidro, colchões e até mesmo lixo hospitalar com agulhas e seringas. Além disso, também foram encontrados entulhos de construção e resíduos domésticos.
Esses resíduos são um problema porque os animais acabam ingerindo os materiais, acreditando serem alimentos, o que muitas vezes pode causar a morte. O lixo também causa a cobertura do solo, tornando-o infértil e tóxico. Além disso, o chorume gerado pela putrefação de material orgânico, contamina o solo, o lençol freático e a água, podendo causar doenças e atrair insetos e ratos.
Outro problema observado durante o estudo foi a existência de armadilhas e bancos de espera de caça em árvores, que apontam que o Parque vem sendo alvo da prática ilegal de caça.
Em alguns pontos também se observou a inexistência de mata ciliar, o que é altamente prejudicial, causando erosão, deixando o solo sem vegetação vulnerável aos impactos da chuva e assoreamento do rio, com os sedimentos do solo sendo carregado pelas águas. Também foi constatada a poluição das águas do rio Barigui.
Dentro dos objetivos do projeto estão o reconhecimento da área de estudo para estabelecer pontos que necessitam de revitalização; a mobilização da população vinculada a AMRBB e voluntários, órgãos municipais competentes e profissionais da área, para retirada e separação de lixo; usar o lixo retirado como fonte de renda, que será aplicado no projeto da AMRBB; Estabelecimento de um plano de manejo das trilhas do parque em geral; Delimitação dos pontos de passagem da trilha e do número de trilhas necessárias para o local, pontes e elevados, vinculados a um plano de manejo; Placas informativas da flora e da fauna para aulas de educação ambiental; Sensibilização da população que vive no entorno do parque, com palestras e projetos, com ênfase na caça ilegal, seja ela predatória ou para domesticação, assim como coleta ilegal de flora.
O grupo pretende criar estas trilhas eco sustentáveis; construir uma base de estudos para receber estudantes vinculados à projetos de pesquisa, alunos das escolas da rede pública e privada de Curitiba e região metropolitana, anexa a um Centro de Educação Ambiental, além de estabelecer parceria com o curso de Ciências Biológicas da Uniandrade e poder público.
No refúgio do Bugio foram encontradas mais de 20 espécies de mamíferos e 112 espécies de aves, algumas migratórias, que usam o capão como parada estratégica enquanto estão se deslocando. Sendo assim, é de extrema importância os cuidados com este tesouro ambiental, seja erradicando as atividades de caça, diminuindo a quantidade de poluentes e de lixo.

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